O secretário Júnior Pires, do Procon de João Pessoa, e o deputado estadual Caio Roberto (MDB), são alvos de operação da Polícia Federal sobre suposta negociação eleitoral com facção em João Pessoa. A ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 29 de setembro, e cumpre sete mandados de busca e apreensão e já apreendeu R$ 220 mil.
A Operação Zona de Influência investiga a negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades da Paraíba.
Os mandados são cumpridos, no bairro de Intermares, em Cabedelo, e no bairro Bancários, Comunidade Aratu, em Mangabeira, em João Pessoa. Foram expedidos sete mandados de busca e apreensão pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
A Justiça Eleitoral determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, do secretário municipal de João Pessoa.
Campanha nas comunidades
Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle de território exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos entrassem nesses locais e realizassem atos de campanha.
Pagamentos e emprego
Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e negociações envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
A investigação apura, em tese, crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.
Prefeitura de João Pessoa
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou “que ainda não foi oficialmente notificada acerca da decisão judicial que determinou o afastamento cautelar de um de seus servidores. O Município coloca-se à inteira disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reitera seu compromisso intransigente com a democracia e o respeito às instituições. A Prefeitura reafirma, ainda, sua confiança na Justiça e no devido processo legal.”
Da redação com clickpb.com.br
Foto: Ascom Polícia Federal

