Os trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na última quinta-feira, 10 de setembro, em quase todo o país. A paralisação ocorre após as negociações da Campanha Salarial terminarem sem acordo.
Nas seis bases filiadas à FINDECT — São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul — os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela empresa e aprovaram a greve.
O mesmo resultado foi registrado nas demais assembleias realizadas pelo país.
Até o fechamento desta matéria, 35 assembleias haviam aprovado a paralisação.
Plano de saúde é um dos principais pontos de impasse
Um dos principais motivos para a rejeição da proposta é a discussão sobre o plano de saúde dos trabalhadores dos Correios.
A categoria considera o benefício um direito essencial para trabalhadores, aposentados e seus familiares. A preocupação está na proposta da direção dos Correios de alterar sua condição de mantenedora do plano.
Segundo os trabalhadores, a mudança pode trazer riscos ao custeio e à garantia da assistência médica.
A decisão pela greve ocorre após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A categoria afirma que buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental.
A greve
Com a paralisação aprovada, os trabalhadores devem ampliar a mobilização nas unidades dos Correios e cobrar uma nova resposta da direção da empresa e do governo federal.
A categoria reivindica uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite os trabalhadores responsáveis pelo funcionamento dos Correios em todo o país.
A FINDECT informou que continuará acompanhando o movimento junto aos sindicatos filiados e afirmou que mantém disposição para negociar uma saída para as reivindicações apresentadas.
Da redação com paraiba.com.br
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