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Prefeito de Caaporã, no litoral sul paraibano, é afastado do cargo durante operação que investiga suposto desvio de mais de R$ 2 milhões

O prefeito de Caaporã, Francisco Nazário de Oliveira (Chico Nazário União Brasil), foi afastado do cargo ontem, quinta-feira, 20 de agosto, durante a Operação Purgatório, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos dentro da Prefeitura. Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), o prejuízo aos cofres do município já ultrapassa R$ 2 milhões.

A operação é realizada pelo MPPB e pela Polícia Civil e investiga a possível atuação de uma organização criminosa que teria utilizado estruturas da administração municipal para desviar dinheiro público.

As investigações apontam suspeitas de fraudes em contratações públicas e dispensas ilegais de licitação, principalmente em contratos relacionados à prestação de serviços de coleta de resíduos sólidos.

Além disso, os investigadores apuram possíveis crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. A suspeita é de que recursos públicos supostamente desviados tenham sido destinados e movimentados por meio de diferentes operações para ocultar sua origem.

Afastamento e bloqueio de bens

O afastamento de Chico Nazário foi determinado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. A medida é cautelar e ocorre durante a investigação.

Também foram determinadas medidas para sequestrar bens e valores dos investigados, até o limite do prejuízo calculado até o momento. A intenção é garantir recursos para um possível ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam comprovadas.

Além disso, equipes policiais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos 12 investigados. As ações ocorrem na Paraíba e em Pernambuco.

Operação Purgatório

De acordo com o MPPB, a operação busca interromper possíveis irregularidades que ainda estejam acontecendo, além de preservar documentos e outros elementos que possam ajudar na investigação.

A apuração continua para identificar a participação individual de cada um dos investigados e verificar se outras pessoas também estão envolvidas no suposto esquema.

O Ministério Público ressalta que as medidas adotadas quinta-feira, são cautelares e fazem parte da investigação. Portanto, não representam uma condenação ou uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.

Da redação com clickpb.com.br

Foto: divulgação

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